quarta-feira, 27 de julho de 2011

Prática pedagógica; tecnologias disponíveis na escola; aprendizagem significativa


Prática pedagógica com relação às tecnologias disponíveis na escola e a aprendizagem significativa

Rosilda Maria Silva

A prática pedagógica do professor precisa integrar os conteúdos curriculares, competências, habilidades, às diferentes tecnologias disponíveis na escola e às ações nas quais as tecnologias possam contribuir para a construção de conhecimentos. Sendo assim, os alunos precisam ser preparados para utilizar os sistemas culturais de representação do pensamento que marcam a sociedade contemporânea, o que implica novas formas de letramento ou alfabetização e que não se trata apenas de ter acesso a informações. Mas, saber buscá-las em diferentes fontes e, sobretudo, transformá-las em conhecimentos para resolver problemas da vida e do trabalho.
Blikstein e Zuffo (2001) comentam os “encantos” e “desilusões” que as tecnologias trouxeram a várias áreas. Na educação, os autores criticam que, apesar do potencial positivo, o forte vínculo do propósito educacional com os interesses produtivos capitalistas e defendem que as tecnologias deveriam ser utilizadas, sobretudo, como instrumento de libertação, de engrandecimento da condição humana.
Para Juan Ignacio Pozo[1], na cultura da aprendizagem, que é inerente à sociedade do conhecimento, aprender constitui uma exigência social, que a pessoa constrói na interação com o meio e com o outro. Daí a importância das interações e das situações que favoreçam a reflexão, a tomada de consciência e a reconstrução do conhecimento.
Nesse pressuposto, o professor pode criar situações de aprendizagem com o uso de tecnologias, que sejam significativas para o aluno com as mídias digitais, a fim de criar condições que favoreçam a compreensão da complexidade do mundo, do contexto, do grupo, do ser humano e da própria identidade.
Assim, Almeida (2005), afirma que usufruir das contribuições das tecnologias digitais na escola, é importante considerar suas potencialidades para produzir, criar, mostrar, manter, atualizar, processar, ordenar, o que significa informações e conhecimentos, num dinamismo de organização, produção e manutenção.
E, portanto, a melhor forma de ensinar e aprender deve propiciar ao aluno o desenvolvimento da capacidade de ler e de interpretar o mundo e que o leve, efetivamente, a aprender a aprender de forma significativa.
Nesse pressuposto o papel do Professor é "[...] mais do que ensinar, trata-se de fazer aprender [...], concentrando-se na criação, na gestão e na regulação das situações de aprendizagem". (PERRENOUD, 2000, p. 139).
Para isso, é necessário que o professor aprenda não somente a operacionalizar os recursos tecnológicos disponíveis nas escolas, mas também a conhecer as potencialidades pedagógicas envolvidas nas diferentes tecnologias e os modos de integrá-las ao desenvolvimento do currículo.
Potencializar um aprendizado significativo para o aluno estrategicamente por meio de projetos favorece a atribuição de sentido para aquilo que aprende. É importante que o professor instigue o aluno a estabelecer relações entre os aspectos presentes na vida pessoal, social, política e cultural; a mobilizar as competências cognitivas, sociais e emocionais já adquiridas, para novas possibilidades de reconstrução do conhecimento, uma vez que o aluno aprende a fazer fazendo, reconhece sua própria autoria naquilo que está produzindo em grupo e/ou individualmente, por meio de questões investigativas que o impulsionam a contextualizar conceitos conhecidos e a construir outros que surjam durante o desenvolvimento do projeto.
Com relação aos conteúdos, Prado (2005) afirma que o trabalho com projeto potencializa a interdisciplinaridade, possibilitando elos entre as diferentes áreas do conhecimento e integra diferentes tecnologias e mídias, mas, para isso, é fundamental que o professor conheça as especificidades das mídias digitais – potenciais e restrições.

Fonte: Módulo – Conteúdo Módulo – Acesso ao Conteúdo Módulo – Unidade 1 - Tecnologia na Sociedade, na Vida e na Escola



[1] REVISTA PÁTIO • Ano 8 • Agosto/Outubro 2004
Juan Ignacio Pozo é especialista em Psicologia da Aprendizagem e catedrático de Psicologia Básica a Universidade Autônoma de Madri (Espanha). E-mail: nacho.pozo@uam.es


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